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sexta-feira, 16 de julho de 2010

CONTRACULTURA & 1968: ACERVO DA BIBLIOTECA DA ETS

A excelente Revista da Cultura de julho/2010 já está à disposição no acervo da Biblioteca da ETS (e também em formato digital, no link).

Estas duas obras que mostro aqui hoje falam sobre o mesmo tema: a cultura alternativa - ou contracultura - que aflorou nos anos 60 e foi um forma da juventude lutar contra o sistema estabelecido, fazendo de sua rebeldia uma estratégia válida de impor seus próprios valores.(Leia mais nos links).

Tanto a revista da Livraria Cultura quanto a obra abaixo estão disponíveis na Biblioteca da ETS para leitura e empréstimo.

ZAPPA, Regina; SOTO, Ernesto. 1968: eles só queriam mudar o mundo. J. Zahar, 2008. 308 p.

Ver mais (neste blog) aqui.
Resenha/capa.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

ELEIÇÕES 2010/INÚTIL 1983...

Roger (segundo na foto), vocalista e compositor do "Ultraje a Rigor", década de 80.


Inútil (1983)
Ultraje a Rigor

A gente não sabemos escolher presidente
A gente não sabemos tomar conta da gente
A gente não sabemos nem escovar os dente
Tem gringo pensando que nós é indigente

Inútil
A gente somos inútil

A gente faz carro e não sabe guiar
A gente faz trilho e não tem trem pra botar
A gente faz filho e não consegue criar
A gente pede grana e não consegue pagar

Inútil
A gente somos inútil

A gente faz música e não consegue gravar
A gente escreve livro e não consegue publicar
A gente escreve peça e não consegue encenar
A gente joga bola e não consegue ganhar

Inútil
A gente somos inútil

Disponível em: www.letrasdemusicas.com.br>. Acesso em: 28 fev. 2010.
Roger Rocha Moreira, do grupo Ultraje a Rigor, compos, em 1983, a letra acima "que se tornou uma espécie de hino político da juventude para a campanha das 'Diretas Já', ironizando a visão preconceituosa da elite e do governo militar sobre o povo brasileiro. Afinal, 'a gente não sabemos escolher presidente'". (*)
Lembre-se: 2010 é ano eleitoral; já sabemos escolher presidente?
Abrangendo a produção cultural e as transformações sociais pelas quais passou o mundo ocidental após a Segunda Guerra, os autores fizeram um interessante painel sobre a história recente, focalizando as mudanças trazidas pelos movimentos estudantis, a força da cultural dos movimentos alternativos, a música e as artes sendo agentes destas novas manifestações: black power, hippies, contracultura, flower power, tropicália...
Não deixe de ler:
BRANDÃO, A. C.; DUARTE, M. F. Movimentos Culturais de Juventude. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2008. 160 p.(*)
À disposição na Biblioteca da ETS - e nas boas livrarias...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

PALESTRA: "ARTES E MUDANÇA SOCIAL" (UFRGS)

XV.ª Edição do Café Com Ciências Sociais
"Artes e Mudança Social"

Disponível em: <http://www.ufrgs.br/pet_sociais/>. Acesso em: 20 ago. 2009.

Convidado: Caleb Faria Alves;
Quando? 22 de agosto de 2009;
Que horas? 17h29min;
Onde? Pinacoteca Café;
Endereço: Rua da República, 409, Cidade Baixa/Porto Alegre.
Clique aqui para saber mais sobreo Café com Ciências Sociais
Disponível em: <http://www.carow.com.br/leitmotiv/>. Acesso em: 20 ago. 2009.

Ver mais rte em xícaras no post de 16 de maio de 2009 (tags: café, arte).

sábado, 22 de novembro de 2008

MAIO DE 68 (Turma M5) AULA NA BIBLIOTECA: atividade 1



























Mítico, cultuado e, sobretudo, revolucionário, 1968 entrou para a história como um ano singular:

Foi um carnaval de acontecimentos tanto na esfera política quanto na cultural em várias partes do planeta.


Na França de Charles de Gaulle, enquanto Jean-Luc Godard e sua turma viravam de ponta-cabeça as regras cinematográficas (Nouvelle Vague), universitários da Sorbonne bagunçaram o coreto acadêmico tendo como um dos principais líderes um franco-alemão de cabelos vermelhos chamado Daniel Cohn-Bendit: o Dany le Rouge.


A palavra de ordem seguia o tom de urgência em slogans como "é proibido proibir", ao som de rocks satânicos como Helter Skelter, dos Beatles, e Sympathy for the Devil, dos Rolling Stones.


Toda e qualquer idéia liberadora deveria ser escrita logo e dada ao conhecimento geral na rua. As frases e slogans nunca se assentavam no papel: iam diretamente para o lado de fora, assim escapando dos leitores sedentários para serem incorporadas pelos transeuntes. Tudo se transformava: como poucos movimentos políticos e sociais, maio de 68 fez surgirem “palavras de ordem” inéditas, que procuravam modificar o mundo através da imaginação. “Exagerar, eis a arma”. “A barricada fecha a rua, mas abre o caminho”. Sim, a rua estava completamente alterada: a pele nova das palavras se colava ao lado dos cartazes baratos e rudimentares, produzidos pelo Atelier Popular da Escola de Belas-Artes de Paris, que anunciavam outra sociedade. Seguro de que “A ação não deve ser uma reação, mas uma criação”, um grupo minúsculo de estudantes concebeu mais de 350 cartazes, após intensas discussões, distribuídos em maio e junho de 1968 pelas ruas parisienses, até o momento em que a polícia invadiu o local de trabalho. Esses cartazes demonstravam solidariedade aos operários e aos imigrantes; sobretudo, lançavam fortes acusações ao governo De Gaulle e à repressão.O mosaico surgido das palavras nos muros e dos cartazes nunca foi confuso: tudo convergia para uma idéia vital que os estudantes celebravam como se estivessem em dia de inauguração. “A felicidade é uma idéia nova.A imaginação toma o poder” – mais do que uma síntese, a frase divulga uma aspiração, uma excitação, um propósito. Já “O tédio é contra-revolucionário” exibe o outro lado da mesma moeda, em que a presença do verbo indica uma certeza. Entre o sonho e a determinação, a origem de maio de 68 se encontra na crítica radical dos estudantes às regras de separação dos dormitórios masculino e feminino da universidade de Nanterre. (**)
No Brasil, sufocados pelo famigerado Ato Institucional nº 5, estudantes, intelectuais e artistas travavam nas ruas batalha com a polícia montada, ao mesmo tempo em que a linha evolutiva da música se via diante de estridente embate, que colocava de um lado a Jovem Guarda e Tropicália, com suas guitarras elétricas, e, do outro, a ala mais conservadora da MPB, com a música de protesto.


http://conversasemoff.wordpress.com/author/azevedoregina/>. Acesso em: 21 nov. 2008. (cartaz acima)

Cartaz topo à esquerda:
http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/maio68.pdf>. Acesso em: 21 nov. 2008.

Texto e cartaz topo à direita:

http://www.storm-magazine.com/novodb/arqmais.php?id=614&sec=&secn=>. Acesso em: 21 nov. 2008.


ATIVIDADE COM A TURMA M5 DA ETS:

Tudo começou com um comentário feito pela professora Sandra (Sociologia) no post de 21/10/08 a respeito do Simpósio Internacional "1968: Permanências e Mudanças" que eu fiz na Unisinos de 14 a 17 de outubro deste ano...

*Após fazermos um planejamento conjunto, envolvendo as professoras de Sociologia, Artes e a bibliotecária da ETS, combinamos que a Turma M5 teria aula na Biblioteca no período de terça-feira, dia 18/11/08. Lá, após explicação sobre Maio de 68 (Kátia), solicitamos que escolhessem, no nosso blog, qual slogan (post de 21/10/08) cada um gostaria de trabalhar;

*Para evitar repetições, listamos nos comentários daquele dia, os slogans de cada aluno;

*Após a escolha, cada aluno recebeu uma folha de papel colorido para interpretar seu slogan usando colagem (de revistas para recorte, disponíveis na Biblioteca), lápis de cor, canetinha, etc;

*A atividade vai ser finalizada na aula de Artes, com a professora Mônica;

*Após avaliação conjunta (Artes: prof. Mônica e Sociologia: prof. Sandra), vamos colocar os trabalhos em exposição na Biblioteca da ETS - e neste blog. Vai ser o "SLOGAN NO VARAL"!

Se puxem, pessoas! Acho que vão aparecer trabalhos excelentes...e o varal já está prontinho, aguardando...

terça-feira, 21 de outubro de 2008

SIMPÓSIO INTERNACIONAL NA UNISINOS

http://www.unisinos.br/eventos/1968/>. Acesso em: 04/09/2008.

Estive ausente de 14 a 17 de outubro para participar, junto com a professora Maria Inês, deste Simpósio que trouxe, sobre diversos enfoques, o ano de 1968 à tona, relembrando os 40 anos dos episódios de maio de 68 na França e seus desdobramentos em diversos países.

Uma das principais marcas dos protestos de estudantes e operários na França, em 1968, foram os "slogans" escritos nos muros e cartazes espalhados por Paris, das faculdades de Sorbonne, Nanterre e Belas Artes aos arredores do Teatro Odéon e dos Boulevards Saint-Michel e Saint-Germain. Irreverentes e provocadoras, de forte teor surrealista, as mensagens eram dirigidas não só ao poder, aos patrões e à polícia - mas também aos próprios estudantes e às instituições da esquerda tradicional.

Abaixo, alguns "slogans" presentes nos muros das cidades a partir dos movimentos surgidos na época:
*É proibido proibir;
*Chega de atos, queremos palavras;
*Abaixo do calçamento está a praia;
*Abaixo a sociedade de consumo;
*Abaixo o realismo socialista. Viva o surrealismo;
*A ação não deve ser uma reação, mas uma criação;
*O agressor não é aquele que se revolta, mas aquele que reprime;
*A anarquia sou eu;
*As armas da crítica passam pela crítica das armas;
*Parem o mundo, eu quero descer;
*A arte está morta. Nem Godard poderá impedir;
*A arte está morta, liberemos nossa vida cotidiana;
*Antes de escrever, aprenda a pensar;
*A barricada fecha a rua, mas abre a via;
*Ceder um pouco é capitular muito;
*Corram camaradas, o velho mundo está atrás de vocês;
*A cultura é a inversão da vida;
*Proibido não colar cartazes;
*A economia está ferida, pois que morra!;
*A emancipação do homem será total ou não será;
*O estado é cada um de nós;
*A humanidade só será feliz quando o último capitalista
for enforcado com as tripas do último esquerdista;
*A imaginação toma o poder;
*A insolência é a nova arma revolucionária;
*É proibido proibir;
*Eu tinha alguma coisa a dizer, mas não sei mais o quê;
*Eu participo. Tu participas. Ele participa. Nós participamos. Vós participais. Eles lucram;
*A liberdade do outro estende a minha ao infinito;
*A mercadoria é o ópio do povo;
*As paredes têm ouvidos. Seus ouvidos têm paredes;
*Não mudem de empregadores, mudem o emprego da vida;
*Nós somos todos judeus alemães;
*A novidade é revolucionária, a verdade, também;
*Fim da liberdade aos inimigos da liberdade;
*O patrão precisa de ti, tu não precisas do patrão;
*A poesia está na rua;
*A política se dá na rua;
*Os sindicatos são uns bordéis;
*O sonho é realidade;
*Só a verdade é revolucionária;
*Sejam realistas, exijam o impossível;
*Tudo é Dadá;
*Trabalhador: você tem 25 anos, mas seu sindicato é de outro século;
*Abolição da sociedade de classes;
*Abram as janelas do seu coração;
*A arte está morta, não consumamos o seu cadáver;
*Não nos prendamos ao espetáculo da contestação, mas passemos à contestação do espetáculo;
*Autogestão da vida cotidiana;
*A felicidade é uma ideia nova;
*Teremos um bom mestre desde que cada um seja o seu;"
*Consuma mais, viva menos;
*O discurso é contra-revolucionário;
*Escrevam por toda a parte!;
*Abraça o teu amor sem largar a tua arma;
*Enraiveçam-se!;
*Ser rico é se contentar com a pobreza?;
*Um homem não é estúpido ou inteligente: ele é livre ou não é;
*Adoro escrever nas paredes;
*Decretado o estado de felicidade permanente;
*Milionários de todos os países, unam-se, o vento está mudando;
*Não tomem o elevador, tomem o poder;
http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL463636-15530,00.html>. Acesso em: 21/10/2008.

ESTE EVENTO ESTEVE DIVULGADO AQUI NO BLOG DESDE A POSTAGEM DE 04/09/2008: "AGENDA DE OUTUBRO".
Claro que não poderíamos deixar de visitar, muito rapidamente, a Biblioteca da Unisinos:
SUGIRO QUE DÊEM UMA PASSADINHA NO POST DE 04/09 (AGENDA DE OUTUBRO), POIS AINDA HÁ EVENTOS DE INTERESSE AGORA, NOS ÚLTIMOS DEZ DIAS DESTE MÊS, COMO A FECITEP (23 A 25), PALESTRA "PORTEIRA FECHADA" (25) E VI SIMPÓSIO DE PATOLOGIA CLÍNICA (28).
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