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terça-feira, 16 de novembro de 2010

JOÃO E MARIA CHICO & SIVUCA (INTÉRPRETES: NARA LEÃO & CHICO)

Uma das atividades do Curso "Mediadores de Leitura na Bibliodiversidade", a postagem de um vídeo do You Tube com um clipe musical dizendo o porquê da escolha do grupo, foi um belo desafio para nossos professores/alunos. Todos encararam o desafio proposto e vários grupos de alunos do Pólo de Restinga Sêca, onde sou tutora pedagógica, postaram vários estilos musicais, com poesias belíssimas, mostrando muita sensibilidade...
E eu resolvi realizar a mesma atividade solicitada aos nossos queridos alunos, de tão gostosa que a mesma me pareceu!
Espero que vocês também curtam - e trabalhem com seus alunos - esta bela letra de Chico e Sivuca, que evoca tantas recordações dos contos de fadas e outras narrativas que ouvimos na infância... 
Além disto, em passeio feito à praia de Torres, em 2003 (ainda trabalhando em outra escola, na Zona Sul de Porto Alegre) acompanhando as turmas de terceiros anos do E. Médio, estávamos em uma pizzaria com música ao vivo, era meu níver de ...(ops, quase que me entrego...) e fui homenageada pelos colegas que sabiam de meu gosto musical, o que, na ocasião, me emocionou...
E, como dizem, "recordar é viver!"


Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=y8F95a6Pjuw. Acesso em: 16 nov. 2010.

João e Maria
Chico Buarque/Sivuca
Interpretação: Chico e Nara Leão

Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava o rock para as matinês

Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigado a ser feliz
E você era a princesa que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país

Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido
Vem, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido

Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá deste quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim?

Disponível em: http://letras.terra.com.br/chico-buarque/45140/. Acesso em: 16 nov. 20010.

domingo, 3 de janeiro de 2010

IMAGENS DE LEITURA: HQ & VIDA REAL

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Disponível em:
Disponível em:
<http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI66044-15220,00.html>. Acesso em: 3 jan. 2010.

Dois "meninos" lendo, cada um em sua dimensão: HQ, a fantasia dos Peanuts e a realidade, com sua poesia, sua música e as histórias inventadas pelo artista Chico Buarque.
O importante é ler: aproveite as férias e leia muito!!!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

CHICO BUARQUE - 19 DE JUNHO DE 1944

Homenagem a um geminiano genial...

Em 2003, ainda trabalhando na Zona Sul de Porto Alegre, na E. E. Ensino Médio Padre Reus, fizemos uma excursão de encerramento dos 3ºs. anos para a bela praia de Torres, onde visitamos seu antigo casario e a igrejinha com arquitetura açoriana... Era agosto e os colegas sabiam a data do meu níver. Ao jantarmos em uma pizzaria com música ao vivo, um dos colegas (que já havia decoberto minha música preferida do Chico) prestou-me bela homenagem ao solicitar que os músicos tocassem "João e Maria"...
Também acho belíssimas "Teresinha", "As Vitrines" e "Mulheres de Atenas"... Mas me arrepiei ao ouvir Bibi Ferreira cantando "Gota Dágua" e outras músicas da peça homônima no antigo Teatro Leopoldina (ex-Ospa).

Disponível em:
<http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDR79536-6014,00.html>. Acesso em: 24 jun. 2009.

João e Maria
Chico Buarque

Agora eu era o herói

E o meu cavalo só falava inglês

A noiva do cowboy

Era você

Além das outras três

Eu enfrentava os batalhões

Os alemães e seus canhões

Guardava o meu bodoque

E ensaiava um rock

Para as matinês

Agora eu era o rei

Era o bedéu e era também juiz

E pela minha lei

A gente era obrigado a ser feliz

E você era a princesa

Que eu fiz coroar

E era tão linda de se admirar

Que andava nua pelo meu país

Não, não fuja não

Finja que agora eu era o seu brinquedo

Eu era o seu pião

O seu bicho preferido

Vem, me dê a mão

A gente agora já não tinha medo

No tempo da maldade

Acho que a gente nem tinha nascido

Agora era fatal

Que o faz-de-conta terminasse assim

Pra lá desse quintal

Era uma noite que não tem mais fim

Pois você sumiu no meu mundo

Sem me avisar

E agora eu era um louco a perguntar

O que é que a vida vai fazer de mim

Disponível em: <http://www.lyrics.mus.br/chico-buarque/joao-e-maria/letra-da-musica/65458/>. Acesso em: 24 jun. 2009.

Francisco Buarque de Hollanda é músico, dramaturgo e escritor brasileiro, filho do historiador Sérgio Buarque de Holanda. Nasceu no Rio de Janeiro e iniciou sua carreira artística na década de sessenta, tornando-se conhecido nacionalmente após sua participação no Festival de Música Popular Brasileira, em 1966, transmitido pela TV Record, com A Banda (que dividiu o 1º lugar com Disparada, de Geralgo Vandré) e marcou a primeira aparição pública de grande repercussão, apresentando um estilo amparado no movimento musical urbano carioca da Bossa Nova, surgido em 1957. Ao longo da carreira, o samba e a MPB também seriam estilos amplamente explorados.(*)

No Festival de 1967 fez sucesso com Roda Viva, interpretada por ele e seus amigos do MPB4. No ano seguinte, venceu o III Festival Internacional da Canção (rede Globo) com uma composição feita em parceria com Tom Jobim: Sabiá, mas desta vez, o resultado foi contestado pelo público, que preferiu Para Não Dizer que Não Falei de Flores (Geraldo Vandré) que se tornaria um hino contra a ditadura militar.
Esteve exilado na Itália e, no retorno ao Brasil, para driblar a censura, usou o pseudônimo de "Julinho da Adelaide".
Compôs várias trilhas sonoras para o cinema (Se Segura, Malandro, Vai Trabalhar, Vagabundo 1 e 2, de Hugo Carvana), escreveu peças de teatro (Roda Viva, Calabar - parceria com Ruy Guerra -, Gota d'Água, Ópera do Malandro), tendo escrito alguns livros ("Budapeste" ganhou o Prêmio Jabuti 2004) alguns dos quais foram transpostos para a telona - como "Benjamin" e "Budapeste". Lançou "Leite Derramado" este ano (2009).
Tem uma obra muito rica em termos poéticos, líricos e musicais e entende como ninguém a "alma feminina". (** com adaptações próprias)
(*) Disponível em: <http://www.letras.com.br/biografia/chico-buarque>. Acesso em: 24 jun. 2009.
(**)Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Chico_Buarque>. Acesso em: 24 jun. 2009.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

SUGESTÕES DE LEITURA PARA O FIM DAS FÉRIAS





















LINS, Paulo. Cidade de Deus. 2.ed. São Paulo: Cia. das Letras, 2002. 403p.

Livro que deu origem ao filme homônimo dirigido por Fernando Meirelles (seleção oficial do Festival de Cannes/2002 e indicado para o Oscar/2004), retrata a vida em uma favela carioca.




PAIVA, Marcelo Rubens. Feliz Ano Velho. Rio de Janeiro: Objetiva, 2006. 270p.

O autor, ao mergulhar em um laguinho pouco profundo, muda
totalmente a sua vida "normal" de estudante universitário. É autobiográfico e lida com a tragédia sem perder o senso de humor.


Disponível em: <www.colegioilheu.com.br/biblioteca.htm>. Acesso em: 18 fev. 2009.

BUARQUE, Chico; PONTES, Paulo. Gota d'Água. 37.ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008. 174p.
Peça que estreou em São Paulo em 1977 - e à qual tive o prazer e o privilégio de assistir no extinto Teatro Leopoldina (depois Teatro da Ospa, Porto Alegre/RS), com a grande Bibi Ferreira (Joana) e um elenco afinadíssimo, apresenta músicas inesquecíveis:
"Deixa em paz meu coração
que ele é um pote até aqui de mágoa
e qualquer desatenção
-faça não
pode ser a gota d'água"




Disponível em:<http://antoniowgreat.blogspot.com/2008/05/importncia-do-ato-de-ler.html>. Acesso em: 18 fev. 2009.


Obs. - Estes 3 livros encontram-se disponíveis para empréstimo à comunidade escolar na Biblioteca da Escola Técnica em Saúde, no HCPA.

BOA LEITURA!
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