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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Revolução Farroupilha

Fonte: Ordem e Liberdade, 2014.


Também chamada de Guerra dos Farrapos, a Revolução Farroupilha se estendeu de 20 de setembro de 1835 a 01 de março de 1845. Foi uma revolução contra o governo imperial do Brasil ocorrida na Província de São Pedro do Rio Grande do Sul. Essa revolução ou guerra era de caráter republicano e teve como resultado a independência da província como estado republicano, dando origem a República Rio-Grandense.


Fonte: LITRAN, 1893.


E nesse clima de comemorações da Revolução Farroupilha, que tal conhecer mais um pouco da nossa história através de uma boa leitura? Nosso acervo oferece obras de literatura gaúcha, como romance, poesia, lendas, crônicas e muito mais! Abaixo seguem algumas sugestões.



LOPES NETO, Simões. Contos e lendas do sul. Porto Alegre: L&PM, 1998.




VERÍSSIMO, Erico. Ana Terra. 3. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.



NEJAR. Carlos. O campeador e o vento. Porto Alegre: Sulina, 1966.





Referências:

Ordem e Liberdade. Revolução Farroupilha sem Discussão Revisionista. 2014. Disponível em: http://ordemeliberdadebrasil.blogspot.com.br/2014/09/revolucao-farroupilha-sem-discussao.html. Acesso em: 09 set. 2015.

LITRAN, Guilherme.Carga de Cavalaria. 1893. Óleo sobre tela. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Guilherme_Litran. Acesso em: 09 set. 2015.




quinta-feira, 11 de junho de 2015

DIA DOS NAMORADOS 2015


Fonte
Apaixonar-se é.......

Coisas simples:
pegar na mão,
olhar no olho,
cheirar o cheiro,
andar lado a lado, 
sair junto,
ficar junto,
rosto colado,
abraço apertado,
estar acompanhado,
mesmo afastado,
ser correspondido,
estar enamorado.



Poema retirado do livro: 
BAPTISTA, Nilo Ricardo. Apaixonar-se é. Porto Alegre: 2003. 112 p.
Disponível para empréstimo na biblioteca!


Fonte

Postagem realizada por Sthefani Silva.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

MARIO QUINTANA - POEMA

QUINTANA, Mario. Canções. São Paulo:  Globo, 2005.  ¹










CANÇÃO DO DIA DE SEMPRE

Tão bom viver dia a dia...
A vida, assim, jamais cansa...

Viver tão só de momentos
Como essas nuvens do céu...

E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência, esperança...

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a  um rio:
Sempre é outro rio a  a passar.

Nada jamais continua, 
Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas.
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...


¹ À disposição da comunidade escolar para empréstimo na Biblioteca da ETS.

sábado, 10 de março de 2012

SONETO DE OUTONO

(Fonte imagem)

ELE PARTIU COM O OUTONO

Silvia Araujo Motta

Folhas caídas! Velhas vão ao chão!
Ventos espalham dores; levam tudo:
telhados, cacos voam contramão...
Meu corpo, sem amor, ficou desnudo!

Não quis me ouvir! Partiu sem ter razão!
Olho goteja...gesto fica mudo!
Meu coração sublima, sem canção!
Seu telefone até parece surdo!

Tanta lembrança, agora, não reclama!
Forro caminhos...busco mais afetos;
fico por cima; atendo quem me chama.

Nova estação prepara o doce encanto:
Frutos estão maduros, mais diletos!
Na primavera, não terei mais pranto.
Fonte - poesia 

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

CLEPSIDRAS - POESIA


 Clepsidras*
Carla Ceres

Mania de precisão:
O homem que controlava
Os velhos relógios d’água
Sempre disse que faltava
“Uma gota pra hora exata”.

A menos ou a mais? Não importa!
O fato é que a hora certa,
Por certo, se esconderia
No pingo que lhe sobrasse
Ou no que lhe faltaria.

E que falta lhe faria
A conta da gota exata
Na exata conta da gota
Da qual faz parte este dia!
*Poema classificado para a fase regional do Mapa Cultural Paulista (fonte poesia)

                                                            Clepsidra antiga (Fonte)

  • A clepsidra, também conhecida como relógio de água, foi um dos primeiros sistemas utilizados para medir o tempo.
  •  Elas eram utilizadas principalmente durante a noite, quando não era possível se basear no horário pelo sol. 
  • As primeiras clepsidras não eram tão complexas quanto essa do Shopping Iguatemi de Porto Alegre. (fonte imagem Iguatemi e texto)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

SHELDON & NERUDA (NOVAS AQUISIÇÕES PARA A BIBLIOTECA DA ETS)

Novas obras para os leitores da Biblioteca da ETS se deliciarem...

Este livro, escrito em parceria (Sidney Sheldon & Tilly Bagshawe) eu adquiri na Avon - preço promocional - com a verba das multas e espero que apreciem a história da Grace Brookstein, socialite querida e  ingênua que tem que enfrentar vários reveses como o desaparecimento do multimilionário marido e as acusações sobre desvios de milhões de dólares do fundo administrado por ele. [...] "Determinada a provar sua inocência, Grace parte em uma jornada que revelará que ninguém à sua volta é digno de confiança." (contracapa)
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Já as poesias de amor do poeta chilena Pablo Neruda evocam momentos românticos, em linguagem repleta de imagens:

[...]" Até que na balança se elevam, gêmeos,
a razão e o amor como duas asas.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

FOTOGRAFIA: SERPENTE/VÍBORA/COBRA & POESIA

Vi no IHU (25/9/11)



Foto: Martin Harvey/Bios

Uma víbora na areia. Esta foto foi feita no mais soberbo dos desertos, o da Namíbia e não se sabe o que é mais fascinante: a mescla de cores da areia ou a extraordinária inclusão de uma cabeça de víbora na decoração. A foto foi feita no mais soberbo dos desertos, o da Namíbia. Lá se encontra esta espécie de répteis que se embrenha na areia para caçar as suas presas, mas cuja mordida raramente mata uma pessoa humana. 

Só para interligar os assuntos, aqui vai uma poesia, cantada por Caetano, que fala nestes répteis, símbolo de traição/sedução e que exercem um estranho fascínio sobre os humanos:


Um amor assim delicado
Você pega e despreza
Não devia ter despertado
Ajoelha e não reza
Dessa coisa que mete medo
Pela sua grandeza
Não sou o único culpado
Disso eu tenho a certeza
Princesa, surpresa, você me arrasou
Serpente, nem sente que me envenenou
Senhora, e agora, me diga onde eu vou
Senhora, serpente, princesa
Um amor assim violento
Quando torna-se mágoa
É o avesso de um sentimento
Oceano sem água
Ondas, desejos de vingança
Nessa desnatureza
Batem forte sem esperança
Contra a tua dureza
Princesa, surpresa, você me arrasou
Serpente, nem sente que me envenenou
Senhora, e agora, me diga onde eu vou
Senhora, serpente, princesa
Um amor assim delicado
Nenhum homem daria
Talvez tenha sido pecado
Apostar na alegria
Você pensa que eu tenho tudo
E vazio me deixa
Mas Deus não quer que eu fique mudo
E eu te grito esta queixa
Princesa, surpresa, você me arrasou
Serpente, nem sente que me envenenou
Senhora, e agora, me diga onde eu vou
Amiga, me diga...
Composição: N.Siqueira / E. Neves
Disponível em: http://letras.terra.com.br/caetano-veloso/44767/. Acesso em: 27 set. 2011.

Veja o show "Circulado", no Canecão (RJ), em dezembro de 1992, filmado por um amigo do guitarrista do show, Luiz Brasil (informações retiradas dos comentários do YouTube, link abaixo):


Disponível no YouTube

domingo, 14 de agosto de 2011

DIA DOS PAIS - 2º DOMINGO/AGOSTO (14/8/11)


Disponível em: http://www.webix.com.br/scraps/2/dia-dos-pais.html. Acesso em: 13 ago. 2011.

Pai Herói e Companheiro

Pai
a tua presença constante
o olhar às vezes distante
me fazem te admirar
Pai
o teu abraço apertado
mãos firmes e sempre ao meu lado
 me dão forças pra caminhar
Pai
o teu sorriso ilumina
a tua voz me fascina
me acalma nas horas de dor
Pai
amigo, herói, companheiro,
 sincero, leal, verdadeiro
o meu exemplo de amor
Pai
hoje eu quero te agradecer
 ter me dado o dom de viver
de ser forte, crescer e lutar
Pai
quero dar-te um abraço bem forte
e sorrir bem feliz pela sorte:
ser teu filho e poder te abraçar

Fonte:
Disponível em:  http://www.mensagenscomamor.com/poesias_dia_dos_pais.htm. Acesso em: 13 ago. 2011,

Doodle do Google "FELIZ DIA DOS PAIS"

sexta-feira, 24 de junho de 2011

É TEMPO DE FESTA JUNINA!

Bandeirinhas coloridas e alegria: é São João!


FESTA DE SÃO JOÃO
MOR
De maio sobra o malho
Que começa em junho
É nesse velho embaralho
De São João eu empunho
A bandeira junina
Na festa de São João
Ao lado da bela mina
Paçoca, pipoca e pinhão.
A rodear a fogueira
Naquele velho terreiro
Enfeitado de bandeira
A sanfona e o sanfoneiro.
Da quadrilha o comando
O gaiteiro a gritar
A festa ia animando
Meia volta vai dar.
Disponível em: http://sitedepoesias.com/poesias/29383. Acesso em: 24 jun. 2011.
Este é o Doodle de hoje no Google

 Muita dança, alegria, casamento na roça, amendoim, pinhão e quentão: só não vale soltar o perigoso balão!

FELIZ SÃO JOÃO A TODOS!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

GONZAGUINHA - 20 ANOS SEM O POETA...

Fonte: Submarino

29/04/1991 - Morre Gonzaguinha, compositor e cantor brasileiro.

Acredito na Rapaziada
Gonzaguinha

Eu acredito é na rapaziada
Que segue em frente e segura o rojão
Eu ponho fé é na fé da moçada
Que não foge da fera e enfrenta o leão
Eu vou à luta com essa juventude
Que não corre da raia a troco de nada
Eu vou no bloco dessa mocidade
Que não tá na saudade e constrói
A manhã desejada


Aquele que sabe que é negro
o coro da gente
E segura a batida da vida o ano inteiro
Aquele que sabe o sufoco de um jogo tão duro
E apesar dos pesares ainda se orgulha de ser brasileiro
Aquele que sai da batalha
Entra no botequim, pede uma cerva gelada
E agita na mesa logo uma batucada
Aquele que manda o pagode
E sacode a poeira suada da luta e faz a brincadeira
Pois o resto é besteira
E nós estamos pelaí...


Eu acredito é na rapaziada
Que segue em frente e segura o rojão
Eu ponho fé é na fé da moçada
Que não foge da fera e enfrenta o leão
Eu vou á luta com essa juventude
Que não corre da raia a troco de nada
Eu vou no bloco dessa mocidade
Que não tá na saudade e constrói
A manhã desejada


Aquele que sabe que é negro
o coro da gente
E segura a batida da vida o ano inteiro
Aquele que sabe o sufoco de um jogo tão duro
E apesar dos pesares ainda se orgulha de ser brasileiro
Aquele que sai da batalha
Entra no botequim, pede uma cerva gelada
E agita na mesa logo uma batucada
Aquele que manda o pagode
E sacode a poeira suada da luta e faz a brincadeira
Pois o resto é besteira
E nós estamos pelaí...

Eu acredito é na rapaziada

Agora, para recordar, o músico interpreta "Explode Coração" de sua autoria. Tive o prazer de assistir a um show de Gonzaguinha aqui em Porto Alegre. Não lembro em que ano foi. Inesquecível...



Disponível em: http://jovempan.uol.com.br/jukebox/explode-coracao-28486,1,0. Acesso em: 29 abr. 2011.

sábado, 23 de abril de 2011

CANÇÃO PERDIDA DA INFÂNCIA - POESIA

Canção Perdida da Infância                
           Carlos Cassel


Menina me ensina
cantigas antigas
me acende a memória
contando as histórias
de fadas amadas

Me ensina a ciranda
me ensina brinquedos
que tenham enredos
de muita esperança
de muita certeza
de pouca tristeza

Menina criança
eu sei que tu és pura
com tanta ternura
menina me jura
e pede ao destino
que eu fique menino.


Disponível em: http://i300.photobucket.com/albums/nn16/fadasue/fada-4515.jpg. Acesso em: 22 abr. 2011. (Imagem)

CASSEL, Carlos. O Encanto da Solidão. Porto Alegre, 2000.
Fonte: Zero Hora (15/12/03)

terça-feira, 8 de março de 2011

DIA INTERNACIONAL DA MULHER



Em 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem às mulheres que morreram incendiadas em uma fábrica, em New York, em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

No Brasil, um marco nas conquistas dos direitos femininos foi o dia 24 de fevereiro de 1932, qando as mulheres conquistaram, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.
Disponível em: http://www.suapesquisa.com/dia_internacional_da_mulher.htm. Acesso em: 8 mar. 2011.

Disponível em: http://www.verapatchwork.com/?p=4770. Acesso em: 8 mar. 2011.

MULHER
Erasmo Carlos/Narinha

Dizem que a mulher
É o sexo frágil
Mas que mentira          
Absurda!
Eu que faço parte
Da rotina de uma delas
Sei que a força
Está com elas...

Vejam como é forte
A que eu conheço
Sua sapiência
Não tem preço
Satisfaz meu ego
Se fingindo submissa
Mas no fundo
Me enfeitiça...

Quando eu chego em casa
À noitinha
Quero uma mulher só minha
Mas prá quem deu luz
Não tem mais jeito
Porque um filho
Quer seu peito...

O outro já reclama
A sua mão
E o outro quer o amor
Que ela tiver
Quatro homens
Dependentes e carentes
Da força da mulher...

Mulher! Mulher!
Do barro
De que você foi gerada
Me veio inspiração
Prá decantar você
Nessa canção...

Mulher! Mulher!
Na escola
Em que você foi
Ensinada
Jamais tirei um 10
Sou forte
Mas não chego
Aos seus pés...

Disponível em: http://letras.terra.com.br/erasmo-carlos/67612/. Acesso em: 8 mar. 2011.


Disponível em:  http://www.youtube.com/watch?v=eN8JisKBLzw&feature=player_embedded. Aceso em: 8 mar. 2011.



sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

ALMEIDA GARRETT (4/2/1799 - 9/12/1854)

Almeida Garrett

Disponívl em: http://www.enciclopedia.com.pt/articles.php?article_id=897. Acesso em: 4 fev. 2011.

João Baptista da Silva Leitão de Almeida (Porto, 4 de fevereiro de 1799 — Lisboa, 9 de dezembro de 1854) foi um escritor e dramaturgo romântico, orador, Par do Reino, ministro e secretário de Estado honorário português,  mais tarde Visconde de Almeida Garrett.
Grande impulsionador do teatro em Portugal, uma das maiores figuras do romantismo português, foi ele quem propôs a edificação do Teatro Nacional de D. Maria II e a criação do Conservatório de Arte Dramática.

Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Almeida_Garrett. Acesso em: 4 fev. 2011.

Na Biblioteca da ETS, temos à disposição para leitura e empréstimo as seguintes obras deste autor:













GARRETT, Almeida. Joaninha dos Olhos Verdes. São Paulo: Saraiva, s.d.
______. Viagens na Minha Terra. São Paulo: Nova Cultural, 1991.

Seus Olhos
(Almeida Garrett)

Seus olhos... se eu sei pintar
O que os meus olhos cegou...
Não tinham luz de brilhar.
Era chama de queimar;
E o fogo que a ateou
Vivaz, eterno, divino,
Como facho do Destino.

Divino, eterno!...e suave
Ao mesmo tempo: mas grave
E de tão fatal poder,
Que, num só momento que a vi,
Queimar toda alma senti...
Nem ficou mais de meu ser,
Senão a cinza em que ardi.
Disponível em: http://users.isr.ist.utl.pt/~cfb/VdS/v154.txt. Acesso em: 4 fev. 2011.

domingo, 9 de janeiro de 2011

VERÃO - PENSAMENTO, MÚSICA & POESIA


"Há quem diga que todas as noites são de sonhos. Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão. No fundo, isto não tem muita importância. O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado."
William Shakespeare



"No entardecer dos dias de Verão, às vezes,

Ainda que não haja brisa nenhuma, parece
Que passa, um momento, uma leve brisa
Mas as árvores permanecem imóveis
Em todas as folhas das suas folhas
E os nossos sentidos tiveram uma ilusão,
Tiveram a ilusão do que lhes agradaria...
Ah, os sentidos, os doentes que vêem e ouvem!
Fôssemos nós como devíamos ser
E não haveria em nós necessidade de ilusão
Bastar-nos-ia sentir com clareza e vida
E nem repararmos para que há sentidos ... "
Fernando Pessoa


Clique par ouvir a música de Cartola


Bate outra vez

Com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão enfim

Volto ao jardim
Com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar para mim

Queixo-me às rosas, mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti

Devias vir
Para ver os meus olhos tristonhos
E, quem sabe, sonhavas meus sonhos
por fim
Cartola

REFERÊNCIAS:
Disponível em: http://pensador.uol.com.br/todos_os_poemas_sobre_o_verao/. Acesso em: 9 jan. 2011. (Textos)
Disponível em: http://biblioteca_vania.blogs.sapo.pt/71133.html. Acesso em: 9 jan. 2011. (Imagem sonho)
Disponível em: http://garatujando.blogs.sapo.pt/arquivo/2006_03.html. Acesso em: 9 jan. 2011. (Árvore)
Disponível em: http://search.4shared.com/q/BBQD/1/music/as+rosas+cartola. Acesso em: 9 jan. 2011. (Música)

sábado, 1 de janeiro de 2011

NOVO ANO - POESIA

Disponível em: http://giseller.blogs.sapo.pt/. Acesso em: 1 jan. 2011.
Um belo poema para iniciar 2011! Vi no blog Ler Para Crer esta reflexão de um poeta português...

 

Recomeça...
Miguel Torga

Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.

Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…
Disponível em: http://lerparacrer.wordpress.com/2007/12/30/poema-de-ano-novo/. Acesso em: 1 jan. 2011.

Disponível em: http://despertandonaluz.blogspot.com/2009/10/o-amor.html. Acesso em: 1 jan. 2011.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

POESIA : FAZER O QUÊ?


FAZER O QUÊ?
Maria Solange

Perdi o trem
dormi demais.
E agora, fazer o quê?
Saltar porta fora
gritar por alguém.
Sei lá, fazer o quê?
Adianta insistir
persistir
investir?
Não sei.
Então, o que fazer?
Parar, voltar.
Retornar ao ponto de partida.
Fazer tudo outra vez.
Fazer o quê?

REFERÊNCIAS:

FOLCHINI, Maria Solange da Costa. Prosa Poética. Tapera: Lew, 2010. p. 29.
Disponível em: http://carlossimo.arteblog.com.br/145246/O-trem-da-vida/. Acesso em: 15 dez. 2010. (Imagem)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

JOÃO E MARIA CHICO & SIVUCA (INTÉRPRETES: NARA LEÃO & CHICO)

Uma das atividades do Curso "Mediadores de Leitura na Bibliodiversidade", a postagem de um vídeo do You Tube com um clipe musical dizendo o porquê da escolha do grupo, foi um belo desafio para nossos professores/alunos. Todos encararam o desafio proposto e vários grupos de alunos do Pólo de Restinga Sêca, onde sou tutora pedagógica, postaram vários estilos musicais, com poesias belíssimas, mostrando muita sensibilidade...
E eu resolvi realizar a mesma atividade solicitada aos nossos queridos alunos, de tão gostosa que a mesma me pareceu!
Espero que vocês também curtam - e trabalhem com seus alunos - esta bela letra de Chico e Sivuca, que evoca tantas recordações dos contos de fadas e outras narrativas que ouvimos na infância... 
Além disto, em passeio feito à praia de Torres, em 2003 (ainda trabalhando em outra escola, na Zona Sul de Porto Alegre) acompanhando as turmas de terceiros anos do E. Médio, estávamos em uma pizzaria com música ao vivo, era meu níver de ...(ops, quase que me entrego...) e fui homenageada pelos colegas que sabiam de meu gosto musical, o que, na ocasião, me emocionou...
E, como dizem, "recordar é viver!"


Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=y8F95a6Pjuw. Acesso em: 16 nov. 2010.

João e Maria
Chico Buarque/Sivuca
Interpretação: Chico e Nara Leão

Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava o rock para as matinês

Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigado a ser feliz
E você era a princesa que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país

Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido
Vem, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido

Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá deste quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim?

Disponível em: http://letras.terra.com.br/chico-buarque/45140/. Acesso em: 16 nov. 20010.
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